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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

A ARTE DE ANUNCIAR

Elevar a categoria de arte a comunicação de um produto que esteja a venda, através de um anúncio, é a tarefa que nos cabe aqui dissertar. Nada melhor do que pegar uma carona, como faço aqui e agora, com o grande jornalista e poeta brasileiro, membro fundador da Academia Brasileira de Letras, Olavo Bilac

Segue um exemplo da arte que me refiro:
O dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o certa vez na rua:
- Sr. Bilac, estou precisando vender a minha propriedade, que o Senhor tão bem conhece. Poderia, por gentileza, redigir o anúncio para a venda no jornal?

Olavo Bilac apanhou o papel que o amigo lhe estendia e escreveu:
“Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo. Cortada por cristalinas e marejantes água de um ribeiro. A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranquila das tardes, na varanda.”
Meses depois, o poeta reencontrou o comerciante e perguntou-lhe se havia conseguido vender a propriedade.

- Nem pense mais nisso, Sr. Bilac! Quando li o anúncio que o senhor escreveu é que percebi a maravilha que tinha nas mãos.
Vende-se encantadora propriedade – Por Olavo Bilac

Penso que o exemplo acima traduz bem o clima da propriedade que estava em pauta. Um anúncio deve traduzir o clima de fora para dentro e entrando assim como foi exemplificado pela varanda que “a sombra tranquila das tardes”.


TONY

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